Lavatórios são instalados em comunidades indígenas de Manaus

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Além do equipamento, projeto do UniNorte também leva atividades educativas e doações para populações tradicionais

Manaus – Em mais uma iniciativa para ajudar na prevenção ao novo coronavírus, o Centro Universitário do Norte (UniNorte) instala, a partir desta segunda-feira (22), lavatórios públicos em cinco comunidades indígenas manauaras. O projeto ‘Mãos Limpas’ fornecerá os equipamentos para a higienização dos moradores e deve beneficiar mais de 500 famílias nas localidades.

Além da instalação dos lavatórios, o projeto arrecadou 1,5 tonelada de alimentos, que será distribuída entre as famílias indígenas. Professores da Escola de Saúde da instituição também realizaram palestras de saúde e educação ambiental para os comunitários. Medidas de higiene e prevenção contra o coronavírus foram alguns dos temas apresentados.

“Para além da doação do lavatório, que será muito útil no combate à proliferação do vírus, é importante conscientizar a população para o cuidado com a saúde nesse período que vivemos. Por isso, o ‘Mãos Limpas’ também tem o foco na educação em saúde, que é onde começa o verdadeiro trabalho de prevenção”, explica a coordenadora de Responsabilidade Social do UniNorte, Gilmara Teles.

Os lavatórios, com capacidade para 310 litros de água, foram montados por alunos do curso de Engenharia Civil e Engenharia Mecânica, sob a orientação de professores. “É uma estrutura simples de montar, de baixo custo, mas muito eficiente para essa higienização tão necessária durante a pandemia. Os lavatórios serão instalados em locais de bastante acesso, com facilidade para qualquer um manusear”, informa o professor de Engenharia Civil, José Lucinaldo.

A primeira comunidade a receber o projeto ‘Mãos Limpas’ foi a Yawarité, situada no bairro Distrito Industrial 2, zona leste de Manaus. O local abriga 128 famílias indígenas, informa o líder kokama Sorlandino Vargas.

“Até agora, não havíamos recebido nenhuma iniciativa concreta direcionada contra a Covid-19. A ação do UniNorte veio mostrar para nós a importância dessa higienização. Temos 12 etnias aqui e o trabalho de conscientização é difícil, mas, com o centro universitário trazendo as doações, o lavatório e as palestras, eles se sentem acolhidos e vão seguir as orientações. Por isso, somos extremamente gratos”, diz o líder indígena.

As próximas comunidades a receber o projeto são Tikuna Wotchimaücü, na Cidade de Deus; Mukuika Makame, no Viver Melhor; Parque das Nações Indígenas e Parque das Tribos, ambos no Tarumã.

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