Haddad diz que PIB ‘surpreendeu positivamente’ e espera crescimento de 3% para 2023

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (5), que o crescimento da economia brasileira no terceiro trimestre “surpreendeu positivamente” e que o governo espera fechar o ano com um crescimento de mais de 3%. A declaração ocorreu após a divulgação do resultado do PIB (Produto Interno Bruto) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que cresceu 0,1% no período. A expectativa do mercado era de retração de 0,3%.

O ministro disse que a redução das taxas de juros contribui para que a economia cresça, mas que para isso o Banco Central “precisa fazer o trabalho dele”. O Brasil atingiu taxas de juros elevadas em junho, mas houve queda a partir de agosto. No início de novembro, o BC reduziu pela terceira vez seguida a taxa básica de juros, de 12,75% para 12,25% ao ano.

“O PIB surpreendeu positivamente. Ele cresceu e o mercado estava esperando uma retração. Tivemos um PIB positivo, mas fraco. Com os cortes nas taxas de juros, nós esperamos que nós fechemos o PIB em mais de 3% de crescimento e esperamos um crescimento na faixa de 2,5% no ano que vem”, disse o ministro.

PIB

Dados do IBGE mostram que a economia brasileira cresceu 0,1% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores. Apesar da desaceleração, o PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país — está 7,2% acima do nível pré-pandemia, registrado no último trimestre de 2019.

Em valores finais, a economia nacional produziu R$ 2,741 trilhões entre julho e setembro, desempenho 3,2% melhor na comparação com o mesmo período do ano passado, mostra o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCTN). Segundo o IBGE, os setores agrícola e de investimentos foram os que tiveram mais quedas.

Nesta terça-feira, o governo divulgou uma nota técnica informando que o resultado do PIB surpreendeu novamente as expectativas do mercado e registrou crescimento acima do previsto. “Comparativamente ao esperado na margem, destacou-se, sobretudo, a menor retração do setor agropecuário e a maior expansão de serviços, beneficiada pela desaceleração menos acentuada do que a inicialmente projetada para comércio e atividades financeiras”, diz um trecho do documento.

“Pela ótica da demanda, as variações verificadas para o consumo das famílias também surpreenderam para cima. A desaceleração do PIB na margem, de 1,0% no segundo trimestre de 2023 para 0,1% no no terceiro trimestre, é explicada tanto pelo menor dinamismo de atividades mais cíclicas como pela retração do setor agropecuário, menos cíclico”, prossegue a nota.

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